É provável que você já tenha se deparado com os termos “dificuldade” e “transtorno” de aprendizagem, imaginando que se trata de sinônimos, não é mesmo?! Na realidade, porém, trata-se de dois tipos de problemas, que se manifestam e devem ser tratados diferentemente.
A dificuldade de aprendizagem está atrelada a diversos fatores externos que interferem no processo de aprendizado de cada indivíduo. Isso inclui a metodologia da escola ou o professor, a influência de amigos etc.
O transtorno de aprendizagem, por sua vez, está relacionado a fatores internos que já fazem parte da pessoa. Ele pode ocorrer por conta de uma disfunção neurológica ou química, de fatores hereditários ou até mesmo por imaturidade.
Veja quais são as principais dificuldades de aprendizagem:
– Transtorno de deficit de atenção com ou sem hiperatividade: é um problema de desatenção com ou sem hiperatividade. As pessoas com esse transtorno se machucam com mais frequência, não têm paciência, interrompem conversas etc.

– Discalculia: dificuldade de aprender tudo o que está relacionado a números, como operações matemáticas, dificuldade de entender os conceitos e a aplicação da matemática.

– Dislalia: um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas.

– Disortografia: dificuldade de aprender e desenvolver as habilidades da linguagem escrita. É um transtorno específico da grafia que, geralmente, acompanha a dislexia.

Quando a dificuldade de aprendizagem é confundida com o transtorno de aprendizagem, ou vice-versa, diversos problemas podem ocorrer na vida do indivíduo, e as ações tomadas para melhorar a situação não surtirão efeito. Portanto, é importante haver um diagnóstico clínico antes de iniciar qualquer processo.

O diagnóstico de problemas no processo de aprendizagem é realizado por um profissional de Psicopedagogia. A área de atuação desse profissional é centrada no processo de ensino-aprendizagem, focalizando os impasses que nele ocorrem, bem como a possibilidade de sua superação por meio de estratégias específicas para apoiar alunos com dificuldades de aprendizagem, com deficiência e com distúrbios emocionais que interferem na aprendizagem.